quinta-feira, 19 de novembro de 2015

DESTINO

Destino

Livro :Na Luz da Verdade
As pessoas falam sobre destino merecido e imerecido, recompensa e castigo, desforra e carma. *(Destino)
Tudo isso são apenas designações parciais duma lei que reside na Criação: a lei da reciprocidade!
Uma lei que reside na Criação inteira desde os seus primórdios, lei essa que foi entrelaçada inseparavelmente no vasto processo do evoluir eterno, como parte indispensável do próprio criar e do desenvolvimento. Como um gigantesco sistema de finíssimos fios de nervos, essa lei mantém e anima o gigantesco Universo, impulsionando permanente movimento, um eterno dar e receber!
De modo simples e singelo e, no entanto tão acertado já disse o grande portador da Verdade Cristo Jesus: “O que o ser humano semeia, isso ele colherá!”
Estas poucas palavras reproduzem, de modo tão brilhante, a imagem da atuação e da vida em toda a Criação, como dificilmente poderia ser dito de outra maneira. O sentido de tais palavras está entretecido ferreamente na existência. De modo inabalável, intocável e incorruptível em seu efeito contínuo.
Podereis vê-lo, se quiserdes ver! Começai com isso na observação do ambiente que vos é agora visível. Aquilo a que chamais de leis da natureza são, pois, as leis divinas, são a vontade do Criador. Reconhecereis rapidamente quão constantes são tais leis em suas incessantes atuações; pois se semeardes trigo, não colhereis centeio, e se semeardes centeio, não poderá surgir arroz! Isso é tão evidente a todo ser humano, que ele já nem medita sobre o fenômeno em si. Razão por que nem se torna consciente da severa e grande lei que aí reside. E, todavia, aí se encontra diante da solução de um enigma, que não precisava ser um enigma para ele.
Essa mesma lei, pois, que aqui podeis observar, atua com a mesma certeza e a mesma potencialidade também nas coisas mais delicadas que só estais aptos a averiguar mediante o emprego de lentes de aumento e, ainda continuando, na parte de matéria fina de toda a Criação, que é a sua parte mais extensa. Em cada fenômeno ela jaz inalteravelmente, até mesmo no desenvolvimento, o mais sutil, de vossos pensamentos, os quais, aliás, são constituídos também de certa materialidade, porque senão não poderiam produzir nenhum efeito.
Como pudestes supor que justamente lá devesse ser diferente, onde vós queríeis que fosse? Vossas dúvidas outra coisa não são, na realidade, senão desejos íntimos não expressos!
Em todo o existir que se vos apresenta de forma visível ou invisível não é diferente, tudo se baseia em que cada espécie dá origem à sua mesma espécie, seja qual for a matéria. A mesma regra perdura para o crescimento, o desenvolvimento e a frutificação, bem como para a reprodução da mesma espécie. Esse acontecimento perpassa tudo uniformemente, não faz qualquer diferença, não deixa nenhuma lacuna, não se detém diante de uma outra parte da Criação, mas conduz os efeitos como um fio inquebrantável, sem parar ou romper. Mesmo que a maior parte da humanidade, por estreiteza e arrogância, tenha se isolado do Universo, as leis divinas ou da natureza não deixaram, por isso, de considerá-la como parte integrante, continuando a trabalhar serenamente de forma inalterada e uniforme.
A lei da reciprocidade condiciona, outrossim, que tudo quanto a criatura humana semeia, isto é, ali onde ela der ensejo a uma ação ou a um efeito, também terá de colher!
O ser humano dispõe sempre apenas da livre decisão, da livre resolução no início de cada coisa, com referência à direção que deve ser dada, como deve ser guiada essa força universal que o perflui. Terá então de arcar com as conseqüências decorrentes da força ativada na direção por ele desejada. Apesar disso muita gente se apega à afirmação de que o ser humano não tem nenhum livre-arbítrio se está sujeito a um destino!
Essa tolice só deve ter como finalidade um auto-atordoamento ou uma submissão rancorosa por algo inevitável, uma resignação desgostosa, principalmente, porém, uma autodesculpa; porque cada um desses efeitos, que recai sobre ele, teve um início e nesse início estava a causa, em uma livre decisão anterior do ser humano, para o posterior efeito. Essa livre decisão precedeu cada ação de retorno, portanto, cada destino! Com um primeiro querer o ser humano produziu e criou algo, no qual ele mesmo, mais tarde, em prazo curto ou longo, terá de viver. É, no entanto, muito variável quando isso ocorrerá. Pode ser ainda na mesma existência terrena em que teve início esse primeiro querer, assim como também pode ser depois de despir o corpo de matéria grosseira, já, portanto, no mundo de matéria fina, ou então ainda mais tarde, novamente numa existência terrena na matéria grosseira. As mudanças não alteram nada, não livram a pessoa disso. Permanentemente carrega ela consigo os fios de ligação, até que deles um dia venha a ser libertada, isto é, “desligada” deles, mediante o derradeiro efeito decorrente da lei da reciprocidade.
O gerador está ligado à sua própria obra, mesmo que a tenha destinado a outrem!
Portanto, se hoje uma pessoa toma a deliberação de prejudicar uma outra pessoa, seja por pensamentos, palavras ou atos, com isso “inseriu no mundo” algo, não importando se é visível ou não, se, portanto, de matéria grosseira ou fina, tem força e com isso vida em si, que continua atuando e se desenvolvendo na direção desejada.
Como o efeito se realiza na pessoa a quem foi destinado, depende inteiramente da respectiva constituição anímica da pessoa em questão, podendo o dano causado a ela ser grande ou pequeno, ou mesmo talvez diverso do que foi desejado, ou até mesmo não acarretar-lhe dano nenhum; pois unicamente o estado anímico da respectiva pessoa, por sua vez, é determinante para ela mesma. Logo, em tais coisas, ninguém se encontra sem proteção.
De modo diferente ocorre com aquele que, pela sua decisão e pela sua vontade, deu origem a esse movimento, isto é, aquele que foi o gerador. O produto gerado permanece incondicionalmente ligado a ele, e retorna a ele, depois de uma curta ou longa peregrinação no Universo, reforçado, carregado como uma abelha, devido à atração da igual espécie. Desencadeia-se com isso a lei da reciprocidade, quando cada produto gerado atrai no seu movimento através do Universo várias espécies iguais ou por estas é atraído, e devido à fusão dessas espécies surge uma fonte de energia, a qual, como a partir de uma central, retransmite força aumentada da mesma espécie a todos aqueles que, devido a seus produtos gerados, são ligados como que por cordões ao ponto de concentração.
Através desse fortalecimento advém, então, uma compressão cada vez mais forte, até que finalmente disso se origina um sedimento de matéria grosseira, no qual o gerador de outrora terá agora de exaurir-se, na espécie por ele desejada aquela vez, para que finalmente seja libertado daquilo. Essa é a formação e o desenvolvimento do destino tão temido e desconhecido! É justo até a mais ínfima e mais sutil gradação, porque pela atração somente de espécies iguais nunca poderá a irradiação, em seu retorno, trazer algo diferente daquilo que foi realmente desejado originalmente. É indiferente se para uma determinada pessoa ou de um modo geral; pois o mesmo processo ocorre também naturalmente quando a pessoa dirige seu querer não necessariamente em direção a uma ou várias pessoas, mas quando vive em qualquer espécie de querer.
A espécie do querer pelo qual ela se decide é determinante para os frutos que por fim terá de colher. Dessa maneira inúmeros fios de matéria fina estão presos ao ser humano ou ele se acha pendurado neles, os quais fazem refluir a ele tudo quanto uma vez desejou seriamente. Esses fluxos acabam constituindo uma mistura que contínua e fortemente influi na formação do caráter.
Assim, inúmeras são as coisas que no colossal maquinismo do Universo concorrem para ter influência na “vida” do ser humano, porém, nada existe a que o próprio ser humano não tenha inicialmente dado origem.
Ele fornece os fios com os quais, no infatigável tear da existência, é tecido o manto que terá de usar.
De modo claro e nítido Cristo exprimiu a mesma coisa, ao dizer: “O que o ser humano semeia, isso ele colherá.” Não disse “pode”, mas sim “colherá”. É o mesmo que dizer que ele tem de colher o que semeia.
Quantas vezes se ouvem pessoas, em geral bem sensatas, dizer: “Que Deus permita semelhante coisa é incompreensível para mim!”
Incompreensível, porém, é que haja pessoas que possam dizer tal coisa. De que forma mesquinha imaginam Deus, segundo essa afirmação. Com isso dão prova de que O concebem como um “Deus que age arbitrariamente”.
No entanto, Deus absolutamente não intervém de forma direta em todas essas pequenas e grandes preocupações humanas, guerras, misérias e o que ainda mais existe de terrenal! Já desde o início Ele entrelaçou na Criação as Suas leis perfeitas que executam naturalmente suas funções incorruptíveis, de modo a tudo se cumprir com a máxima exatidão, desencadeando-se de modo eternamente uniforme, com o que fica excluída a possibilidade tanto de preferências como de prejuízos, sendo impossível qualquer injustiça. Deus não precisa, portanto, preocupar-se de modo especial a esse respeito, Sua obra não apresenta lacunas.
Um defeito principal de tantas pessoas é, porém, que julgam somente segundo pontos de vista de matéria grosseira e consideram-se nisto como ponto central, bem como contam com uma existência terrena, quando na realidade já têm atrás de si várias vidas terrenas. Tais vidas, bem como também os intervalos no mundo de matéria fina, constituem um existir uno, através do qual os fios são firmemente distendidos, sem se romperem, de maneira que nos efeitos de cada existência terrena apenas uma pequena parte desses fios se torna visível. Constitui, por conseguinte, um grande erro acreditar que com o nascimento principia uma vida inteiramente nova, que, portanto, uma criança é “inocente” *(Ver dissertação Nº 15: O mistério do nascimento) e que todos os acontecimentos deverão ficar adstritos apenas ao curto lapso de uma existência terrena. Se isso fosse realidade, então, havendo justiça, as causas, os efeitos e os efeitos retroativos deveriam naturalmente se efetivar integralmente no lapso de uma existência terrena.
Afastai-vos desse erro. Então descobrireis rapidamente em todos os acontecimentos a lógica e a justiça, das quais agora tantas vezes sentistes falta!
Muitos se assustam com isso e temem aquilo que segundo essas leis ainda têm de esperar de outrora, nos efeitos retroativos.
No entanto, são preocupações desnecessárias para aqueles que levam a sério a boa vontade; pois nessas leis naturais reside também, ao mesmo tempo, a segura garantia para a graça e para o perdão!
Sem levar em conta que com a firme aplicação da boa vontade fica imediatamente colocado um limite para o ponto em que a corrente dos efeitos retroativos ruins tem de atingir um fim, onde entra em vigor ainda um outro fenômeno de inestimável valor. Através da permanente boa vontade em todo o pensar e atuar, flui igualmente de modo retroativo, proveniente da fonte de força de igual espécie, um reforço contínuo, de modo que o bem se torna mais e mais firme na própria pessoa, transborda dela, formando, em primeiro lugar, correspondentemente, o ambiente de matéria fina, que a circunda como um invólucro protetor, semelhante à camada de atmosfera que rodeia a Terra, dando-lhe proteção.
Quando então maus efeitos retroativos de antigamente retornam à tal pessoa para resgate, escorregam então na pureza de seu ambiente ou invólucro e são assim desviados dela.
Se eles, porém, apesar disso, penetrarem nesse invólucro, então as más irradiações ou serão imediatamente desfeitas ou pelo menos ficarão bastante enfraquecidas, de modo que o efeito nocivo nem sequer poderá realizar-se ou apenas em escala bem reduzida.
Além disso, pela transformação ocorrida, também a criatura humana interior, propriamente dita, visada pelas irradiações de retorno, tornou-se muito mais delicada e leve, devido aos constantes esforços em direção à boa vontade, de modo que ela não se encontra mais de maneira análoga à densidade maior de más e baixas correntezas. Semelhante ao telégrafo sem fio, quando o receptor não se acha sintonizado na freqüência do aparelho transmissor.
A conseqüência natural disso é que as correntes mais densas, por serem de espécie diferente, não podem agarrar-se e atravessam inócuas, sem efeito.
Portanto, sem demora ao trabalho! O Criador vos colocou nas mãos tudo na Criação. Aproveitai o tempo! Cada momento encerra para vós a ruína ou o proveito!


Quem não se esforça para compreender direito a Palavra do Senhor, torna-se culpado! 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Código de ética dos índios Norte Americanos

Código de ética dos Índios Norte Americanos

     Código de ética dos Índios Norte Americanos universe natural        1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com frequência. O Grande Espírito o escutará, se você ao menos, falar.
     2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.
     3. Procure conhecer-se, por si mesmo. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.
     4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.
     5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não lhe foi dado, não é seu.
     6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
     7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.
     8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo voltará multiplicada a você.
      9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.
     10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.
     11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.
     12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e águe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.
     13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.
     14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.
     15. Mantenha-se equilibrado. Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental, seu corpo Emocional, e seu corpo Físico; todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental. Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.
     16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.
     17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.
     18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.
     19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.
     20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A HORA CERTA



A HORA CERTA


As pessoas ficam perguntando quando é a hora certa para fazer as coisas. Invariavelmente, respondemos que o momento certo para atuarmos é o presente. Se nada nos impede de fazer algo, então não devemos perder tempo e realizar a tarefa.
Isso, porque não temos previsão do futuro, portanto, não sabemos o que ele nos reserva. Se deixarmos alguma tarefa ou projeto para mais tarde, pode acontecer algo que nos impeça e jamais venhamos a realizá-lo, ou se o fizermos terá sido com enormes dificuldades e problemas.
Por isso, alguém já disse: o presente é uma dávida, daí o próprio nome, é o momento do agora, pois o passado não pode ser ressuscitado e, o futuro, é o presente que ainda não chegou. Já aconteceram coisas na vida das pessoas, nas quais elas no presente deixaram de fazer algo e no futuro (quando isso virou passado), arrependeram-se de não terem atuado.
O ato de fazer as coisas no presente, lembra-nos aquela máxima popular que afirma: “não deixe para amanhã o que podes fazer hoje.” Isso não deixa de ser verdade, pois não raras vezes encontramo-nos em maus lençóis por não termos seguido o conselho.
Um exemplo ao que nos recordamos, foi o de adiar um compromisso social que no momento achávamos não ser importante. Mais tarde, mudamos de idéia e tomamos a decisão de aceitar o compromisso. Porém, foi-nos dito que por motivos adversos ocorridos, a situação era outra e a realização do ato não mais seria possível.
Isso levou-nos à frustração por não termos aproveitado a ocasião que nos foi oferecida. Foi uma decepção que não gerou prejuízo financeiro, mas, ficamos a imaginar: quantas pessoas não passaram pela mesma experiência e, além da decepção, perderam bens, não conseguiram aquela amizade desejada, deixaram de fazer bons negócios ou perderam um possível grande amor?
Nosso conto da semana traduz algo semelhante: “O rei, buscando a certeza de tudo de tal modo que nunca falhasse, fez três perguntas aos homens estudados: 1. Qual a hora certa de começar tudo? 2. Quais as pessoas certas a escutar e a quem evitar? 3. Qual a coisa mais importante a fazer? Os homens estudados divergiam nas respostas.
O rei, então, foi até um eremita, conhecido em toda parte pela sua sabedoria. O eremita estava cavando quando chegou o rei. Então, o rei fez-lhe as três perguntas. O eremita cumprimentou-o, mas não lhe respondeu e continuou a cavar. Notando que o velho já estava cansado, o rei se prontificou a ajudá-lo. E o fez por um longo tempo.
Mais tarde, um homem que estava na floresta à espreita do rei para matá-lo, mas desistiu por causa de sua demora, foi ferido pela guarda do rei. O rei perdoou-lhe e prometeu dar-lhe assistência, tendo em troca sua eterna lealdade. Após isso, o rei fez novamente as três perguntas ao eremita, que lhe respondeu dizendo que “a hora mais importante foi quando estava cavando os canteiros (senão seria morto).
E eu fui o homem mais importante; e fazer o bem pra mim foi o seu assunto mais importante. Depois, quando o homem correu na nossa direção, a hora mais importante foi quando você estava atendendo-o, pois se você não tivesse cuidado dos ferimentos dele, ele teria morrido sem fazer as pazes com você.
Então, ele foi o homem mais importante, e o assunto mais importante foi aquilo que você fez por ele. Então, lembre-se: existe apenas uma hora que é importante – agora! É a hora mais importante porque é a única hora em que possuímos algum poder.” Moral da história: podemos consertar algum erro, no futuro, mas jamais recuperaremos o tempo perdido no passado.


Richard Zajaczkowski, bacharel em Direito,
Oficial de Justiça Avaliador, acadêmico de Jornalismo
e membro do Centro de Letras de Francisco Beltrão
  



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

METAFÍSICA DO FÍGADO - EMOÇÕES




METAFÍSICA DO FÍGADO - EMOÇÕES



O CORPO FALA, E O FÍGADO É NOSSO TERMÔMETRO DO EQUILÍBRIO



Quando falamos no fígado, do ponto de vista energético, estamos falando do fígado propriamente, da vesícula biliar, dos olhos, dos ombros, dos joelhos, dos tendões, das unhas, dos seios, e todo o aparelho reprodutor feminino, desde ovários, trompas, útero e vagina. Por esse motivo, na MTC (medicina chinesa) se diz que o fígado é o órgão mais importante para a mulher, assim como o rim é para o homem.


A energia do fígado é responsável por manter o livre fluxo da energia total do corpo. Como o movimento do sangue segue o movimento da energia, dizemos que o fígado direciona a circulação do sangue e regula também o ciclo menstrual. Mas o papel mais importante, sem dúvida é sobre o equilíbrio emocional, é a energia do fígado quem vai nos fazer responder a todos os estímulos emocionais, 24 horas por dia sem parar; daí já se deduz o desgaste intenso ao qual é submetido este sistema, e pouquíssimas atitudes são tomadas para auxiliar o fígado nesta tarefa, pelo contrário a nossa cultura parece fazer tudo para impedir o equilíbrio. Como todas as emoções boas ou más passam pelo fígado, não devemos reprimi-las a todo momento. A repressão das emoções provoca um bloqueio da energia que vai levar à formação de calor no fígado. Este desequilíbrio energético pode se manifestar de várias formas. Dependendo da sua localização, podemos ter uma insônia, uma enxaqueca, uma precordialgia, uma hipertensão, uma gastrite, uma tensão pré menstrual, e por aí vai.


Os adoecimentos podem ser de dois tipos, por falta ou por excesso de energia, ou usando um termo mais técnico, por vazio ou plenitude. Em relação às emoções que lesam mais especificamente o fígado vamos ter, num quadro de plenitude, a raiva, mais exatamente a raiva reprimida e, num quadro de vazio, o pânico, que agora virou síndrome de pânico. Cabe aqui fazermos uma distinção entre sentimento e emoção. Os sentimentos geralmente fortalecem os órgãos e servem como mecanismos de defesa para o nosso organismo. Por exemplo, uma sensação de apreensão é diferente do medo. A primeira nos coloca num estado de alerta diante de uma certa situação, sem nos limitar em nada, nos protegendo dos perigos. O medo por sua vez nos limita e nos paralisa. A mesma coisa em relação a uma certa irritação que nos leva a reagir quando somos atacados ou nos sentimos lesados, que é diferente da raiva que tem um grau mais intenso. O importante é entender que todos os sentimentos atuam bem no organismo, tudo depende da intensidade e por quanto tempo.


Da mesma forma que o sal, o orégano e a pimenta são temperos usados na alimentação, os sentimentos são o tempero da nossa existência. A qualidade de nossa vida dependerá da quantidade e da forma com que serão usados.


Como já foi dito, o fígado rege praticamente todo o sistema reprodutor feminino e é responsável por alterações no seu funcionamento que vão desde alterações no ciclo menstrual, os cistos de ovário, miomas uterinos, corrimentos vaginais, prurido vaginal, alterações da libido, como frigidez e impotência. Em algumas doenças só a energia do fígado está em desarmonia, e em outras existe também desequilíbrio de outros órgãos.


O fígado rege as articulações do ombro e joelhos e também os tendões de modo geral. Assim sendo, as bursites e as dores nos joelhos sem causa aparente, são sinais de comprometimento da energia do fígado. As tendinites e os estiramentos freqüentes também estão neste grupo.


Os olhos são a manifestação externa do fígado, e suas patologias também vão nos indicar algumas alterações no fígado, as mais comuns são as conjuntivites, os olhos vermelhos sem processo inflamatório, os terçóis, os pontos brilhantes que aparecem no campo visual e outros.


As unhas são outra manifestação externa das condições do fígado, e as suas deformidades ou a presença de micose vão nos sugerir algum comprometimento na estrutura yin do fígado, ou desequilíbrio prolongado da energia do fígado.


Para concluir, o fígado comanda o funcionamento do sistema nervoso e é o responsável pelas alterações funcionais como as várias formas de epilepsia, as alterações no raciocínio, os desmaios e as perdas de consciência de modo geral, e as doenças degenerativas como o Parkinson.


Todo órgão está acoplado a uma víscera que, no caso do fígado, é a vesícula biliar, que em geral tem um papel secundário para o funcionamento do sistema. Resumidamente, a vesícula atua mantendo o nosso equilíbrio postural. Todos os quadros de tonturas, vertigens, labirintites estão ligados a ela. Rege a articulação têmporo-mandibular (ATM). Todas as tensões que ficaram retidas no fígado podem descarregar nesta região e produzir um quadro de ranger os dentes (bruxismo), que se manifesta mais freqüentemente durante o sono. A nível emocional a vesícula biliar comanda o nosso processo de decisão, e seus desequilíbrios vão se apresentar na forma de indecisões ou mesmo desorientações, perda de rumo.


A lágrima é a secreção interna que ajuda a aliviar o fígado. Deste fato vem a importância de não se reprimir o choro, embora nem sempre seja conveniente socialmente. Mas, pode acreditar,conter o choro faz mal à saúde.


Agora que já temos uma idéia de como é estar com a energia do fígado desequilibrada, vamos fazer alguma coisa para ajudar. O mais importante é a harmonia das emoções, isto é, as emoções não devem ser reprimidas. Nós devemos senti-las e deixá-las fluir, evitando o apego emocional. Depois, evitar os medicamentos químicos, as bebidas alcoólicas, os temperos picantes, se não puder evitar, usá-los com moderação. Na alimentação, optar pelas coisas de cor verde, e usar de preferência verduras cruas.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Controle Emocional




CONTROLE EMOCIONAL


Se há alguma coisa que poucos de nós conseguimos controlar é a emoção. Ela se extravasa nos nossos atos, nas palavras nos pensamentos e algumas vezes também na nossa omissão, ou seja, quando deixamos de fazer algo que poderia ter sido feito.
De todas essas atividades (fazer, falar, pensar ou omitir), as que mais nos marcam por nos atingir diretamente são as duas primeiras. Por não sabermos controlar o nosso temperamento, machucamos as pessoas quando as agredimos física ou moralmente.
Embora essas agressões tanto possam ser pequenas, médias ou grandes, o grau delas jamais apagará nas almas das pessoas agredidas, esse tipo de atitude. Mesmo que anos depois a pessoa tenha sido perdoada, a experiência negativa daquela que recebeu a ação, dificilmente desaparecerá.
O mesmo podemos dizer quanto às palavras. É justamente nestas que o ser humano mais prejudica seus semelhantes. A todo momento estamos dizendo alguma coisa para alguém de forma desagradável. Isso  acontece quando somos movidos pela raiva, pelo ódio, pela indiferença, pela mentira, pelo rancor e todos os demais sentimentos negativos.
Uma palavra ofensiva dita num instante de desequilíbrio emocional, afeta profundamente a alma de qualquer ser humano, fazendo com que ele reaja de uma maneira imprevista. Isso varia de acordo com a personalidade e caráter de cada um.
Embora determinada palavra de baixo calão nos atinja indistintamente, a reação é bastante variada e depende muito da educação que a pessoa ofendida recebeu. Por isso, quanto maior for o revide, seja por atos ou palavras, tanto maior será a mágoa que ela levará consigo.
É comum dizermos que a primeira impressão é aquela que mais nos marca. Por isso, existem pessoas que jamais esquecem outras. Se a experiência foi negativa, mesmo que no futuro haja uma transformação completa do caráter de alguém que se comportou inconvenientemente, o ato gravou-se na alma e não raras vezes a pessoa leva para o túmulo essa amarga vivência.
Para quem acredita em mundos superiores, deve tomar muito cuidado com o pensamento. Pois ele age da mesma forma que as palavras. A única diferença é que o resgate de sua atuação ocorre no plano astral, ou seja, no mundo das almas onde a forma de vida (boa ou má) é determinada pela qualidade de pensamentos que teve neste mundo.
Nossa história da semana reflete com acuidade o resultado de comportamentos descontrolados: Havia um garotinho que tinha mau gênio. Seu pai deu um saco cheio de pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a paciência que batesse um prego na cerca dos fundos da casa.
No primeiro dia o garoto havia pregado 37 pregos na cerca. Porém gradativamente o número foi decrescendo. O garotinho descobriu que era mais fácil controlar seu gênio do que pregar pregos na cerca.
Finalmente chegou o dia, no qual o garoto não perdeu mais o controle sobre seu gênio. Ele contou isto a seu pai, que lhe sugeriu que tirasse um prego da cerca por cada dia que ele fosse capaz de controlar seu gênio. Os dias foram passando até que finalmente o garoto pode contar a seu pai que não havia mais pregos a serem retirados.
O pai pegou o garoto pela mão e o levou até a cerca. Ele disse: – Você fez bem garoto, mas dê uma olhada na cerca. A cerca nunca mais será a mesma. Quando você diz coisas irado, elas deixam uma cicatriz como esta.
Você pode enfraquecer um homem e retirar a faca em seguida, e não importando quantas vezes diga que sente muito, a ferida continuará ali. Uma ferida verbal é tão má quanto uma física. Moral da história: devemos tomar muita precaução com o que dizemos ou fazemos, pois ao longo da vida, alguns de nós devem estar com a alma mais furada (cheia de cicatrizes) do que uma peneira.

FONTE: RICHARD ZAJACZKOWSKI