quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Jardineiro da alma

                                     Jardineiro da alma                                      

Somos herdeiros de nós mesmos”, disse o Velho, como carinhosamente chamávamos o mais antigo monge da Ordem. Subíamos uma pequena montanha próxima ao mosteiro por uma estreita trilha em uma manhã ainda fria da primavera.
Éramos recepcionados por pequenas e coloridas flores silvestres que já mostravam todo o esplendor da estação e, subliminarmente, nos ensinavam a lição das fases da vida: após o rigor do inverno, que é indispensável para fortalecer a determinação do espírito, chegará a doçura da primavera a acalentar o coração. Todos os ciclos pessoais – o Caminho é um grande ciclo formado por inúmeros ciclos menores – têm a sua razão de ser e encerram valiosos ensinamentos ocultos e indispensáveis à evolução. 
Situações conflitantes e recorrentes a ponto de nos perguntarmos a razão da aparente repetição, revela nada mais do que a recusa em mudar a nossa maneira de olhar e agir, de entender e fazer diferente, enfim, de evoluir. Aprendida a lição, encerra-se aquele ciclo e, inexoravelmente, um novo se apresentará com outros momentos, livre dos velhos problemas. “Quem reclama do Caminho é porque não quer mudar o seu jeito de caminhar”, comentou com seu jeito peculiar de falar.
O sol nos lambia carinhosamente, como se soubesse que os mantos de lã não davam conta de nos aquecer por completo. Na medida que subíamos a flora se tornava mais rica e atraia para si uma enorme variedade de passarinhos e borboletas. Por perceber todo o meu encanto, o velho monge me olhou com seus olhos sempre serenos. 
“O cheiro das flores são como as energias que emanamos, cujas fontes são nossos sentimentos e pensamentos. Os bons perfumes atraem pássaros e borboletas, da mesma forma o odor azedo do esgoto chama para si as baratas, ratos e mosquitos”. Deu uma pequena pausa e finalizou. “Assim, o que atraímos para nós é de nossa inteira responsabilidade”. Comentei sobre a sua estranha insistência em procurar lições escondidas por toda parte. “O sagrado reside disfarçado no profano e, assim, está em todo lugar. 
Deste jeito, a vida nos orienta por sinais e nos oferece a sua sabedoria através das suas coisas mais simples, acessível a qualquer um, basta buscar”. Olhou-me nos olhos e percebi uma bonita luz que emanava no fundo de uma fonte que quanto mais se dava, mais forte ficava, apesar de emoldurada em um rosto enrugado e desgastado pelo tempo. “Todo amor que você precisa para viver pode estar contido em um único abraço”, comentou.
Argumentei de que ele tinha me falado, em outra ocasião, de que todo amor necessário habita em mim na medida do exercício deste próprio amor. “Sim, é verdade. Esse é o ponto mais alto do entendimento, no entanto, há pessoas que nos cruzam a vida que estão, naquele momento, sedentas por atravessar a aridez no deserto do amor e precisam de um singelo gesto para voltarem a acreditar na magia infinita do Universo e, então, tornar a germinar. Um zeloso jardineiro entende ser responsável por todas as flores do jardim”.
O Velho sentou na relva ainda úmida do orvalho e permitiu que as costas descansassem no amparo de uma grande pedra. Seu corpo já dava sinais do peso da idade, no entanto, o espírito, cada vez mais, se mostrava alegre e jovial. 
“Delicie-se com todas as nuances da natureza, depois leve a beleza para dentro de si”, disse para minutos depois fechar os olhos em silêncio. Fiz o mesmo e ficamos assim por um tempo que não sei contar. Quando abri os olhos vi o mestre um pouco distante, a observar uma abelha que polinizava um lírio enquanto furtava o doce que em breve devolveria em mel. 
“Esta simbiose é a síntese da existência. Aprender, transformar, compartilhar e seguir, recitou em voz baixa como se falasse apenas consigo, em sua incansável busca de ver a beleza que existe em tudo e em todos. Esta era a sua Luz. 
 Ao perceber a minha aproximação apontou para uma pequena orquídea selvagem que brotava no tronco de uma enorme árvore e pediu para que eu afastasse uma erva daninha que logo a sufocaria. “Tenho muito respeito e admiração pelos jardineiros, são a perfeita metáfora da vida”, comentou. 
Ao ver em meus olhos um enorme ponto de interrogação em busca do sentido daquele verso, explicou com sua quase infinita paciência. “Um jardineiro cuida de uma planta com extremo cuidado, como devemos cuidar de nossa alma. 
Poda as folhas e galhos que atrapalham o crescimento, assim como devemos abdicar de coisas e conceitos que, por obsoletos, não nos servem mais e apenas atrapalham a nossa evolução; sacia diariamente a flor com o frescor da água para que ela não seque à mingua, da mesma maneira que precisamos regar nossos gestos com amor em abundância, por ser esta a fonte e o mel da vida, sob pena de secarmos na inanição da amargura; afasta as pragas agressivas como devemos nos proteger das ervas daninhas nascidas em nossos próprios pensamentos e sentimentos nocivos; procura expor-lhe ao sol por ser essencial a luz no desenvolvimento de todas as formas de vida, assim como é indispensável iluminar as nossas próprias sombras para dissipar a névoa que impede o perfeito olhar; semeia incansavelmente  o pequeno e ínfimo grão na certeza de que a magia da vida o transformará, no devido tempo, em uma vigorosa árvore, onde muitos poderão descansar à sombra e se deliciar com seus frutos. Mesmo diante de um cenário acinzentado, a sabedoria do jardineiro aponta que as cores vibrantes de uma única flor têm o poder de, pouco a pouco, irradiar a beleza por todo o jardim. Pequenos gestos fazem grande diferença.
 Perceber que nossa fortuna é tão somente as flores que plantamos no caminho para encantar a vida de quem vem atrás, é entender a milenar e sábia parábola de que conhecemos a árvore através de seus frutos. Somos o jardineiro de nossa própria alma e a maneira como cuidamos dela alimentará, ou não, todo o universo em suas ceias espirituais”.




Fonte:  http://yoskhaz.com/pt

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Processo Criativo




Processo Criativo

Os 3 passos
Para qualquer coisa que você queira Ser, Fazer ou Ter.
Conceitualmente, o processo criativo é simples.

Consiste de 3 passos:
Passo 1 (trabalho seu): Você pede.  .
Passo 2 (não é trabalho seu): A resposta é dada.
Passo 3 (trabalho seu): A resposta, a qual foi dada, deve ser recebida ou permitida (você tem que deixá-la entrar).

Passo 1: Você pede
Por causa do ambiente diversificado no qual você vive, o passo 1 é fácil e automático porque as suas preferências naturais nascem dos contrastes dessa diversidade.
Tudo (desde os desejos mais discretos ou mesmo inconscientes, até os desejos mais claros, precisos e vívidos) resulta das experiências contrastantes do seu dia a dia.
Desejos (ou pedidos) são efeitos colaterais naturais, porque você se expõe a esse ambiente variado e cheio de contrastes. Sendo assim, o passo 1 vem naturalmente.

Passo 2: O Universo responde
O passo 2 é um passo simples para você, porque não se trata de nenhum trabalho seu. O passo 2 é o trabalho do Não-Físico, o trabalho do Deus Poderoso.
Todas as coisas que você pede, pequenas ou grandes, são imediatamente entendidas e encomendadas, sem exceção.
Cada ponto da Consciência tem o direito e a habilidade de pedir, sendo que todos os pontos da Consciência são honrados e respondidos imediatamente.
Quando você pede, lhe é dado. Toda vez.  
Algumas vezes os seus pedidos se expressam com palavras, mas, com mais frequência, eles emanam de você em forma de vibração, como um fluxo constante de preferências pessoais precisas, uma se acentuando na outra e cada uma delas sendo respeitada e respondida.
Toda pergunta é respondida.
Todo desejo é dado.
Toda a oração é respondida.
Todo desejo é garantido.
Mas o motivo pelo qual muitas pessoas discordariam dessa afirmação verdadeira, mencionando exemplos de desejos não realizados em sua experiência de vida, é porque elas ainda não entenderam e não completaram o passo 3, que é muito importante.
Sem completar esse passo, a existência dos passos 1 e 2 poderia passar despercebida.

Passo 3: Você permite a entrada
O passo 3 é a aplicação da Arte da Permissão.
É realmente a razão pela qual o seu sistema de orientação existe. É o passo no qual você ajusta a frequência vibracional do seu Ser, para combinar com a frequência vibracional do seu desejo.
Da mesma forma que o seu rádio precisa estar sintonizado na frequência da estação que você quer ouvir, a frequência vibracional do seu Ser deve combinar com a frequência do seu desejo.
É isso que chamamos de Arte da Permissão - ou seja, permitir o que está pedindo.
A menos que você esteja na frequência de recebimento, as suas perguntas, mesmo tendo sido respondidas, vão parecer sem resposta para você; as suas orações vão parecer que não foram respondidas e os seus desejos não serão realizados -  não porque eles não tenham sido ouvidos, mas porque as suas vibrações não combinam, dessa forma você não os deixa entrar.
Para qualquer coisa que você queira Ser, Fazer ou Ter.
Cada assunto é, na verdade, dois assuntos: o que quero e o que não quero.
Cada assunto é, na verdade, dois assuntos.
Existe aquilo que você quer e aquilo que está faltando.
Frequentemente - mesmo quando acredita que está pensando em algo que deseja - você está, na verdade, pensando exatamente no oposto do que deseja.
Em outras palavras:
"Eu quero estar bem; (mas) não quero estar doente."  .
"Eu quero ter segurança financeira; (mas) não quero experimentar a falta de dinheiro."
"Eu quero que um relacionamento perfeito chegue para mim; (mas) não quero ficar sozinho."
O que você pensa e o que consegue sempre combinam vibracionalmente, então pode ser muito útil fazer uma correlação entre o que você está pensando e o que está se manifestando na sua experiência de vida.
Mas é ainda mais útil você poder discernir para onde está indo, mesmo antes de chegar lá.
Uma vez que você entenda as suas emoções e as mensagens importantes que elas estão lhe enviando, não terá que esperar até que algo se manifeste na sua experiência para entender qual tem sido a sua oferta vibracional - pelo que está sentindo, você poderá saber exatamente para onde está indo.
Sua atenção deve estar no desejo, nunca no que está faltando.
O processo criativo está sempre ocorrendo, você estando consciente dele ou não.
Por causa da variedade e contraste das suas experiências, novas preferências estão continuamente nascendo dentro de você e, mesmo sem saber, você as transmite como se fossem requisições.
E no momento em que transmite uma preferência, a Fonte de Energia recebe a sua requisição vibracional e, pela Lei da Atração, oferece respostas imediatas, às quais você tem que se alinhar vibracionalmente.
A razão pela qual você nem sempre tem consciência de que seus pedidos foram respondidos é porque sempre tem um espaço entre o seu pedido (passo 1) e a sua permissão (passo 3).

ABRAHAM-HICKS

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Beladona





Beladona

O discípulo disse ao mestre: – Tenho passado grande parte do meu dia vendo coisas que não devia ver, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer.

O mestre convidou o discípulo para um passeio. No caminho, apontou uma planta e perguntou se o discípulo sabia o que era.

O Discípulo respondeu:- Beladona. Pode matar quem comer suas folhas.

– Mas não pode matar quem apenas a contempla. Da mesma maneira, os desejos negativos não podem causar nenhum mal se você não se deixar seduzir por eles.

Beladona

Cientificamente chamada de Atropa belladonna, esta erva é sem dúvida uma das mais tradicionais na bruxaria europeia. É rica nos alcalóides atropina e escopolamina. e seu nome tem duas origens curiosas.

O nome Atropa decorre da mitologia grega, onde, segundo a lenda, Zeus e Hera possuíam três filhas, chamadas parcas. Uma dessas parcas tinha o nome de "Átropos a inevitável" e ela cortava o fio da vida, representando a morte. Já o nome belladonna origina-se da prática comum entre mulheres na Itália, na época do Renascimento, de pingar nos olhos o sumo espremido das bagas pretas dessa planta. Esta era uma tola e perigosa prática de vaidade, pois as mulheres dessa época queriam dilatar as pupilas para ficarem com um olhar mais romântico.

Uma curiosidade histórica sobre a beladona ocorreu no Egito Antigo. Quando a rainha Cleópatra decidiu se suicidar ela utilizou a venenosa beladona para fazer extratos e testá-los em seus escravos. A rainha queria ver se a morte por envenenamento seria muito dolorosa!

Hildegarda de Bingen , uma monja beneditina alemã do século XII, dedicou sua vida ao estudo da teologia e de plantas usadas para magia e foi ela quem primeiro demonizou a beladona. Em seus escritos, a monja registrou que a erva "transporta em si o mal e a esterilidade". 

400 anos depois, já no século XVI, documentos da inquisição católica registram que a beladona possuía a propriedade de transformar quem a utilizava em um pássaro, peixe ou ganso. Há registros também, onde aponta-se que esta erva pode fazer a pessoa entrar em transe e relembrar vidas passadas, sendo tais lembranças persistentes. Nessa mesma época, na Inglaterra, Shakespeare, em sua obra “Romeu e Julieta”, cita uma poção mágica obtida da beladona que foi utilizada por Romeu para se suicidar, o que demonstra que a venenosa erva já era muito conhecido em território inglês.

Estudos científicos do século XIX comprovaram que a planta é altamente venenosa para os seres humanos e nenhuma de suas partes deve ser ingerida ou fumada. Entretanto, o que a ciência não explica é como esta erva consegue atingir as pessoas mesmo sem estar em contato com elas!

As bruxas fazem encantamentos para adoecerem suas vítimas com beladona, mesmo estando longe delas. As folhas secas e trituradas, misturadas ao açafrão e à cânfora, constituem um perfume mágico que as bruxas utilizam para provocar loucura e perturbarção em suas vítimas.

Também há, tradicionalmente, feitiços que utilizam um banho mágico de beladona capaz de provocar náuseas, vômitos, pele quente e avermelhada em suas vítimas. Para este encantamento a bruxa não precisa entrar em contato com a vítima, basta mergulhar um objeto da vítima no banho mágico.

A beladona, portanto, é uma erva utilizada para causar o mal, através da magia negra.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

APRENDI


                                                                      APRENDI

Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".
Aprendi que a vida, às vezes, nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano - segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
Aprendi que você deveria passar essa mensagem para todos seus amigos.
Fiz exatamente isso. Às vezes, eles precisam de algo para iluminar seu dia.
As pessoas se esquecerão do que você disse...
Esquecerão o que você fez...
Mas nunca esquecerão como você as tratou.

 
Autor Desconhecido

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A ÁGUIA E A GALINHA


 

                                                         A ÁGUIA E A GALINHA 

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rainha de todos os pássaros. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: - Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia. - De fato - disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. 

Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. - Não - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. - Não, não - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. 

Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não - tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. 

O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! - Não - respondeu firmemente o naturalista. Ela á águia, possuirá um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. 

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. 

Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou...voou...até confundir-se com o azul do firmamento".

Fonte:  300 Pérolas da  Sabedoria

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

OS CINCO SINOS



                                                                OS CINCO SINOS
Era uma vez um hotel chamado Estrela de Prata. O hoteleiro não conseguia fazer a receita cobrir as despesas, embora se esforçasse ao máximo para atrair hóspedes oferecendo um hotel confortável, um serviço cordial e preços razoáveis. Por isto, desesperado, foi consultar um sábio.
- É muito simples. Você deve mudar o nome do hotel.
- Impossível, - retrucou o hoteleiro. - Há gerações ele é Estrela de Prata, assim é conhecido em todo o país.
- Não, - disse o sábio com firmeza. - Agora você deve chamá-lo de Cinco Sinos e, na entrada, colocar uma fileira de seis sinos.
- Seis sinos? Isso é absurdo! De que adiantaria?
- Experimente e verá, - recomendou o sábio com um sorriso.
Então, o hoteleiro experimentou, e eis o que viu: cada viajante que passava pelo hotel fazia questão de entrar para apontar o erro, acreditando que ninguém o notara. Uma vez lá dentro, impressionava-se com a cordialidade dos serviços e ficava para repousar, propiciando ao hoteleiro, desse modo, rendimentos que ele não conseguira por tanto tempo.
Às vezes, o esforço, a persistência e a insistência não são suficientes para levar-nos ao objetivo almejado. É preciso mudar.
Mudar conceitos, a forma de pensar, a forma de agir. Mudar o caminho traçado.