quarta-feira, 20 de setembro de 2017

OS PESSIMISTAS

                                            
      
                                                                      OS PESSIMISTAS
Existia um rei que, por causa do aniversário de seu reinado, resolveu fazer uma grande festa. Todos do reino foram convidados, e a prova que mais exigia de todos era a "escalada ao poste". Era um poste muito alto, em cujo topo estava o prêmio: uma cesta cheia de comida e ouro. Aquele corajoso súdito que conseguisse escalar até o alto do gigantesco mastro poderia se deliciar com a comida e pegar todo o ouro.

Milhares de pessoas compareceram ao evento,vindas de todos os cantos do reino, e , no dia, várias se inscreveram para a prova. O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte. Ele tomou uma distância curtíssima e, muito,negligentemente, subiu no poste, não chegando nem à metade. Lá em cima ainda e já descendo, começou a blasfemar contra o rei...

- Este rei está louco - dizia. - Ele colocou o prêmio bem alto justamente para ninguém conseguir apanhá-lo... Ele está gozando de nossa cara - continuou o rapaz. - E tem mais: se todos deixarem de tentar, o rei será obrigado a diminuir o tamanho do mastro... Vamos desistir, é mais fácil - continuou o jovem.

Alguns súditos se decepcionaram tanto com o rei que começaram a ir embora cabisbaixos e chorando. Outros proferiam contra el palavras de desapontamento.

Naquele instante, apareceu um garoto bem magrinho... Tomou distância, aproveitando da bagunça gerada, e, correndo como vento, subiu no mastro. Na primeira tentativa não teve êxito. Quando se preparava para a segunda , as pessoas gritavam:

- Desiste, desiste, desiste...
Mesmo assim, ele se afastou e, mais convicto do a que a primeira vez, subiu rapidamente no mastro, com muita energia e convicção, e, num esforço gigantesco, conseguiu se balançar no topo. Aí, si, caiu a cesta com o prêmio.

Todos ficaram admirados. Uns aplaudiram, outros comentavam sobre a proeza. Um rapaz, totalmente rendido pelo fato, foi imediatamente procurar explicação com o pai do garoto, que contava o prêmio, saboreava a comida desejada e distribuía a todos com o maior orgulho e alegria pela conquista. O pai do garoto, indagado pelo rapaz sobre como e por qual razão o pequeno jovem havia conseguido o feito, respondeu-lhe...

- Olha, existem duas coisas que motivaram meu filho a conquistar o prêmio: a primeira é a fome; a segunda é que ele é surdo.

Para refletir: Quando todos disserem que você não vai conseguir, faça de conta que surdo e mudo, e vai frente...


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Salvo pela gentileza



                                                         SALVO PELA GENTILEZA
 Conta-se uma história de um empregado em um frigorífico da Noruega. Certo dia ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica.
 Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu. 
Todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
 De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia: Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho? Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos.
 Centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. 
Hoje pela manhã ele disse "Bom dia" quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. 
Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei... 
Pergunta: Será que você seria salvo?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A PARÁBOLA DOS TALENTOS

 

        A parábola dos talentos – Rubem Alves

Havia um homem muito rico, possuidor de vastas propriedades, que era apaixonado por jardins. Os jardins ocupavam o seu pensamento o tempo todo e ele repetia sem cessar: O mundo inteiro ainda deverá transformar-se num jardim. O mundo inteiro deverá ser belo, perfumado e pacífico. O mundo inteiro ainda se transformará num lugar de felicidade.
As suas terras eram uma sucessão sem fim de jardins, jardins japoneses, ingleses, italianos, jardins de ervas, franceses. Dava muito trabalho cuidar de todos os jardins. Mas valia a pena pela alegria. O verde das folhas, o colorido das flores, as variadas simetrias das plantas, os pássaros, as borboletas, os insectos, as fontes, as frutas, o perfume… Sozinho ele não daria conta Por isso anunciou que precisava de jardineiros. Muitos se apresentaram e foram empregados.
Aconteceu que ele precisou de fazer uma longa viagem. Iria a uma terra longínqua comprar mais terras para plantar mais jardins. Assim, chamou três dos jardineiros que contratara, e disse-lhes: Vou viajar. Ficarei muito tempo longe. E quero que vocês cuidem de três dos meus jardins. Os outros, já providenciei quem cuide deles. A você, Paulo, eu entrego o cuidado do jardim japonês. Cuide bem das cerejeiras, veja que as carpas estejam sempre bem alimentadas… A você, Hermógenes, entrego o cuidado do jardim inglês, com toda a sua exuberância de flores espalhadas pelas rochas… E a você, Boanerges, entrego o cuidado do jardim mineiro, com romãs, hortelãs e jasmins.
Ditas essas palavras, partiu. Paulo ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim japonês. Hermógenes ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim inglês. Mas Boanerges não era jardineiro. Mentira ao oferecer-se para o emprego. Quando ele viu o jardim mineiro disse: Cuidar de jardins não é comigo. É demasiado trabalho…
Trancou então o jardim com um cadeado e abandonou-o. Passados muitos dias voltou o Senhor, ansioso por ver os seus jardins. Paulo, feliz, mostrou-lhe o jardim japonês, que estava muito mais bonito do que quando o recebera. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu. Hermógenes mostrou-lhe o jardim inglês, exuberante de flores e cores. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu.
E foi a vez de Boanerges… E não havia forma de enganar: Ah! Senhor! Preciso de confessar: não sou jardineiro. Os jardins dão-me medo. Tenho medo das plantas, dos espinhos, das lagartas, das aranhas. As minhas mãos são delicadas. Não são próprias para mexer na terra, essa coisa suja…
Mas o que me assusta mesmo é o facto das plantas estarem sempre a transformar-se: crescem, florescem, perdem as folhas. Cuidar delas é uma trabalheira sem fim.
Se estivesse em meu poder, todas as plantas e flores seriam de plástico. E a terra estaria coberta com cimento, pedras e cerâmica, para evitar a sujeira. As pedras dão-me tranquilidade. Elas não se mexem. Ficam onde são colocadas. Como é fácil lavá-las com esguichos e vassoura! Assim, eu não cuidei do jardim. Mas tranquei-o com um cadeado, para que os traficantes e os vagabundos não o invadissem.
E com estas palavras entregou ao Senhor dos Jardins a chave do cadeado. O Senhor dos Jardins ficou muito triste e disse: Este jardim está perdido. Deverá ser todo refeito. Paulo, Hermógenes: vocês vão ficar encarregados de cuidar deste jardim. Quem já tinha jardins ficará com mais jardins.
E, quanto a você, Boanerges, respeito o seu desejo. Não gosta de jardins. Vai ficar sem jardins. Gosta de pedras. Pois, de hoje em diante, irá partir pedras na minha pedreira…
Rubem Alves
Gaiolas ou Asas – A arte do voo ou a busca da alegria de aprender
Porto, Edições Asa, 2004

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

VOO DA ÁGUIA



                                                             A ÁGUIA E O PARDAL 
O Sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu voo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade de voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade de ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza. 
Um dia estava a voar por entre a mata a observar o voo de Yan, e de repente a águia sumiu de sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto, deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. 
Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: - Por que estás a me vigiar, Andala? 
- Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas meu voo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar seus limites. - E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas? - Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar esse sonho…
 - O pardal suspirou olhando para o chão… E disse: - Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. - E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan. - Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas… Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar com sucesso os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente… - Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isso não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia.
 Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!
- E assim, a águia preparou-se para levantar voo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente: Andala, apenas mais uma coisa: - Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade a teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho.
 Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acredita serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas. 
Serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se com sucesso numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar em Deus, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

SEPARE A FANTASIA DA REALIDADE



                                         SEPARE A FANTASIA DA REALIDADE

Ana, desconfiada de que seu marido, Arthur, tinha outra mulher,
deu asas à imaginação. Olhava para ele e já se sentia traída. Cada vez que Arthur chegava atrasado do trabalho por causa do trânsito complicado. Ana já fantasiava: "Demorou por causa da outra. Devem ter se encontrado hoje e isso o atrasou". Quando seu marido chegava em casa cansado. ela já agia como se
tudo o que tivesse pensado fosse verdade. Então não servia o jantar, ficava mal-humorada, procurava motivos para reclamar. Ás vezes seu marido ficava dispersivo, com o pensamento longe, e Ana já pensava consigo mesma: "Olhe só como está pensativo! Aposto que está pensando nela...".
A imaginação de Ana foi voando alto, até que um dia resolveu seguir o marido e pensou: "Vou acabar com o namoro deles de uma vez por todas".
Esperou-os na saída do trabalho para pegá-los em flagrante. Arthur saiu, pegou o carro, e Ana o seguiu. Viu quando ele parou na floricultura e comprou flores. Ana quase teve um ataque! Pensava: "Que mau-caráter!
Gastando com outra!". E ficou tão nervosa que foi para a casa aos prantos.
Chegando em casa, jogou-se na cama e chorava compulsivamente. Quando seu marido chegou e foi até o quarto, Ana, sem nem mesmo olhar para ele, desabafou:
- Eu vi tudo, você comprando flores para ela! Você me traiu, não tem vergonha...
E levantou-se da cama a fim de encará-lo. Para surpresa sua, ele trazia um buquê de flores nas mãos e, muito chateado, disse:
Ana, hoje é dia do nosso aniversário de casamento, você nem se lembrou?
Muitas vezes nos fixamos tanto em um pensamento que acabamos fazendo dele uma realidade para nós e agindo como se o fato fosse real. E sofremos, desesperamo-nos por algo que nem corresponde à realidade. Às vezes até perdemos momentos bons da nossa vida por criar situações imaginárias e vivê-las como se fossem reais.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sábio e o canoeiro

                          
                        
 SABIO E O CANOEIRO 
Conta-se que um filósofo, ao atravessar largo rio numa canoa, perguntou ao canoeiro se ele entendia de astronomia. - Não, senhor! Respondeu o trabalhador. Em toda minha vida nunca ouvi falar nesse nome. 
E o sábio replicou: "Sinto muito que você haja desperdiçado a quarta parte de sua vida." - Você sabe alguma coisa de matemática? O pobre homem sorriu, meneou a cabeça, e lhe respondeu: - Não! Então, o sábio tornou a dizer:
 - Lamentavelmente, você perdeu outra quarta parte de sua vida, meu amigo. Logo em seguida, perguntou pela terceira vez: - Sabe algo sobre Geologia? - Não, nunca fui à escola - replicou o canoeiro. - Bem, amigo, quase toda a sua vida foi mal empregada. No mesmo momento em que se dava a conversa, a canoa bateu numa pedra, e, enquanto o canoeiro tirava a jaqueta para nadar até a margem do rio, perguntou ao filósofo: - O senhor sabe nadar?
 - Não, respondeu o sábio. - Sinto muito, mas o senhor desperdiçou toda a sua vida com as ciências, porque a canoa, em poucos minutos, afundará. Muitos de nós costumamos agir como o sábio, diante das pessoas que julgamos menos inteligentes que nós. Temos que convir, entretanto, que as inteligências são variadas e relativas. 
Há engenheiros brilhantes que fazem cálculos complexos, e não conseguem precisar o tempo de cozimento de uma porção de arroz. E há pessoas analfabetas, ou de muito pouca cultura que fazem isso com naturalidade. Existem pilotos competentes que operam, com precisão, dezenas de botões, e põem a gigantesca nave no ar, mas ficam sem ação diante de um ferro elétrico e uma camisa para passar. Há professores brilhantes que ensinam matérias difíceis aos seus alunos, e não conseguem manejar o controle de um vídeo-game, como o fazem os jovens a quem ensinam. Dessa forma, percebemos que há inteligências e
inteligências. E cada um de nós entende sobre determinado assunto, mais, ou menos, que as outras pessoas. Os Espíritos superiores afirmam que a felicidade consiste em conhecer todas as coisas. Assim, um dia, todos teremos que saber tudo. 
E é graças ao intercâmbio dos conhecimentos que cada um de nós aprende um pouco a cada dia. E esse intercâmbio se dá na convivência em sociedade. Quer seja no lar, no trabalho, ou no lazer, estamos sempre aprendendo com alguém e transmitindo nossas experiências aos outros. Assim sendo, vivamos de maneira que possamos transmitir aos outros os conhecimentos que possuímos, sem ostentação, e captar os ensinamentos dos outros, com alegria.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A TARTARUGA TAGARELA

  

                                                        A TARTARUGA TAGARELA 
Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa. Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago. Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida. E foram dizer adeus à tartaruga. - Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. - Levem-me com vocês, senão eu morro! - Mas você não sabe voar! - disseram os patos. - Como é que vamos levá-la? - Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! - gritava a tartaruguinha. Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma idéia. - Pensamos num jeito que deve dar certo - disseram - Se você conseguir ficar quieta um longo tempo calada.... Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas cuidado: lembre-se de não falar! Se abrir a boca, estará perdida. A tartaruga prometeu não dizer palavra, nem mexer a boca; estava agradecidíssima! Os patos trouxeram uma vara curta bem
forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio. Então os patos alçaram vôo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga. Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer: "Como estamos alto!" Mas lembrou-se de ficar quieta. Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar: "O que é aquilo que brilha tanto?" Mas lembrou-se a tempo de ficar calada. Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas gritaram: - Olhem os patos carregando uma tartaruga! E todos correram para ver. A tartaruga bem quis dizer: "E o que é que vocês tem com isso?"; mas não disse nada Ela escutou as pessoas dizendo: - Isso não é engraçado? Não é esquisito? Olhem! Vejam! E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada. Depois, as pessoas começaram a rir: - Vocês já viram coisa mais ridícula? E a garotada gritava e zombava: - Olha o bumbum da tartaruga.... - E aí a tartaruga, enfezada, não aguentou mais. Abriu a boca e gritou: - Fiquem quietos, seus bobalhões...! . . Mas, antes que terminasse de falar, já estava caída, estatelada no chão. E acabou-se a tartaruga tagarela. 
MORAL DA HISTORIA: Falar é prata, calar é ouro. " Há momentos na vida que é melhor ficar de boca fechada". 
Só não se cale diante das injustiças e covardias

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

SAWABONA




Uma tribo africana tem um costume muito bonito. Quando alguém faz algo errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez. A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, mas as pessoas cometem erros.

A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro. Eles se unem então para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou bom".

Sawabona Shikoba!

SAWABONA é cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
"Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante para mim".
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é:
"Então, eu existo para você".

#somosom #somostodosom #positividade #perdão #bondade #SawabonaShikoba

terça-feira, 5 de setembro de 2017

COLHEMOS O QUE PLANTAMOS

                                               
                                                      
                                                         COLHEMOS O QUE PLANTAMOS

Havia um certo homem que gostava muito de ridicularizar as pessoas, vivia tirando barato de todo mundo, chegava para os amigos e dizia: - Nossa você é feio assim ou está chupando limão, ou então dizia: - Sua cara é assim ou está no avesso..

Tudo era motivo para ridicularizar as pessoas, certa vez ele chegou para sua esposa e disse: - minha querida, eu comprei um terreno para você em um lugar muito lindo.

A esposa ficou muito feliz, espantada com tamanha demonstração de carinho.

Então ele a convidou para ir ver o terreno que havia ganhado; tamanha foi a surpresa de sua esposa quando chegou no terreno e viu que era no Cemitério,
ela ficou furiosa, mas deixou para lá, não brigou, não reclamou, apenas orou e o deixou nas mãos de Deus.

Qual foi à surpresa que ela teve no outro dia, quando chegou a noticia que seu marido havia sido atropelado
e estava morto, e o terreno ficou para ele mesmo usar.

Para refletir: De Deus não se zomba tudo que o homem plantar isso ceifará.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A JANELA




                                                                       A JANELA 
Havia certa vez dois homens, seriamente doentes, que estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O quarto era muito pequeno, e nele existia apenas uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo a ver com a drenagem dos seus pulmões). A sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha que passar todo o tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja a cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava todo o tempo descrevendo o que via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago e as crianças iam atirar-lhes migalhas e colocar na água barcos de brinquedos. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade. O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago, e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora. Então, uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado. Mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa! Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som da respiração parou. De manhã a enfermeira encontrou o outro homem morto, e silenciosamente levou embora o seu corpo. Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo com dificuldade e muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro... "A vida é, sempre foi e sempre será aquilo que nós a tornamos."

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A magia da comunicação


A magia da comunicação
“Havia um cego que pedia esmola à entrada do Viaduto do Chá, em São Paulo. Todos os dias passava por ele, de manhã e à noite, um publicitário que deixava sempre alguns centavos no chapéu do pedinte. O cego trazia pendurado no pescoço um cartaz com a frase:
”Cego de nascimento. Uma esmola, por favor”.
Certa manhã, o publicitário teve uma ideia: virou o letreiro do cego ao contrário e escreveu outra frase. À noite, depois de um dia de trabalho, perguntou ao cego como é que tinha sido seu dia. O cego respondeu, muito contente:
– Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário! Todos que passavam por mim, deixavam alguma coisa. Afinal, o que é que o senhor escreveu no letreiro?
O publicitário havia escrito uma frase breve, mas com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem algo para o cego. A frase era:
“Em breve chegará a primavera e eu não poderei vê-la”.
Na maioria das vezes não importa O QUE você diz, mas COMO você diz.
E nós que podemos apreciar as infinitas maravilhas da Natureza , ao menos agradecemos ao Criador? apreciamos?  valorizamos? protegemos?