quinta-feira, 3 de março de 2016

O primeiro passo



O primeiro passo

Deixai minha Palavra tornar-se viva em vós; pois unicamente isto pode vos trazer aquele proveito, de que precisais, para deixar vosso espírito elevar-se às alturas luminosas dos eternos jardins de Deus.
De nada adianta saber da Palavra! E se soubésseis recitar de cor a minha Mensagem inteira, frase por frase, a fim de instruirdes a vós próprios e aos vossos semelhantes... de nada serve, se não agirdes de acordo, se não refletirdes no sentido da minha Palavra, e se não adaptardes toda a vossa existência terrena de acordo, como algo natural, que se impregnou em vossa carne e em vosso sangue, que não se deixa separar de vós. Somente então podereis haurir de minha Mensagem os valores eternos, que ela contém para vós.
Por suas obras deveis reconhecê-los! Estas palavras de Cristo destinam-se em primeira linha a todos os leitores da minha Mensagem! Por suas obras, quer dizer, por sua atuação, portanto, por seu pensar, seu atuar no cotidiano da existência terrena! O atuar compreende também a vossa fala, não apenas o vosso agir; pois o falar é uma ação, que até agora tendes subestimado no seu efeito. Até mesmo os pensamentos já pertencem a isso.
Os seres humanos estão acostumados a dizer que os pensamentos “não pagam taxas”. Com isso querem insinuar que sobre pensamentos não podem ser chamados a prestar contas terrenamente, porque estes se acham num degrau que é inatingível para mãos humanas.
Por isso brincam muitas vezes da maneira mais leviana com pensamentos, ou, melhor dito, brincam em pensamento. Infelizmente muitas vezes uma brincadeira muito perigosa, na leviana suposição de que disso poderão sair indenes.
Todavia, enganam-se nisso; pois também os pensamentos pertencem à matéria grosseira e em todos os casos também nela devem ser remidos, antes que um espírito se torne apto a se lançar livremente para o alto, tão logo tenha desfeito a ligação com o corpo terreno.
Por isso, procurai, já com os vossos pensamentos, vibrar constantemente no sentido de minha Mensagem, de tal modo a só quererdes o que é nobre, não descendo a baixadas, porque imaginais que ninguém pode vê-lo ou ouvi-lo.
Pensamentos, palavras e o ato exterior pertencem todos eles ao reino da matéria grosseira desta Criação!
Os pensamentos agem na matéria grosseira fina, as palavras na média e os atos exteriores se formam na mais grosseira, isto é, na matéria grosseira mais densa. Grosso-materiais são essas três espécies de vossa atuação!
Mas as formas de todas as três estão estreitamente ligadas umas às outras, seus efeitos se entrelaçam. O que isso significa para vós, quão incisivo isso muitas vezes se efetiva de modo determinante no decorrer de vossa existência, não podeis avaliar no primeiro momento.
Não significa outra coisa, senão que também um pensamento, automático em sua espécie, pode, continuando a agir, fortalecer uma contextura de igual espécie na matéria grosseira média e assim dar ensejo a formas mais vigorosas, bem como, daí concluindo, continuando novamente a agir nesse fortalecimento, surgir em forma atuante visível na matéria mais grosseira, sem que pareça que vós próprios co-participeis diretamente nisso.
É abalador saber disso, tão logo se conhece a leviandade e a displicência no pensar desses seres humanos terrenos.
Assim vós, sem saber, sois co-participantes de muitas ações, que qualquer um dos vossos semelhantes realiza, somente porque este recebeu o fortalecimento pela forma que acabei de esclarecer, que foi capaz de estimulá-lo à execução mais grosseira de algo até então latente nele, com o qual antes sempre brincava apenas em pensamento.
Assim, muitos seres humanos tantas vezes encontram-se, reprovando, diante de uma ação qualquer dum semelhante seu, rechaçando-a e condenando-a com ira, pela qual, no entanto, perante as leis eternas de Deus eles são co-responsáveis! Nisso, pode tratar-se de uma pessoa que lhes é completamente desconhecida e de uma ação que eles próprios jamais teriam levado a efeito na matéria mais grosseira.
Imaginai uma vez tais processos, então compreendereis de maneira certa, o que vos conclamei na minha Mensagem: Conservai puro o foco dos vossos pensamentos, com isso estabeleceis a paz e sois felizes!
Porém, quando então vos tiverdes fortalecido bastante na vossa própria purificação, então crimes de toda a espécie acontecerão menos na Terra do que até agora, nos quais muitos foram cúmplices, sem o saberem.
A data e o local de tais atos, nos quais podeis vos tornar cúmplices, não desempenham papel algum. Mesmo que isso tenha ocorrido no extremo oposto da Terra em relação ao lugar onde vós vos encontrais, em lugares onde nunca pusestes os pés, de cuja existência nem tendes conhecimento. Reforços devido a vossas brincadeiras em pensamento ocorrem , onde descobrem espécies iguais, independentemente de distâncias, país e nação.
Dessa forma, pensamentos de ódio e de inveja podem, com o decorrer do tempo, arremessar-se sobre pessoas isoladas, grupos ou povos inteiros, nos quais encontram espécie igual, forçando-os a ações, as quais, nas formas em que se desencadeiam, são totalmente diversas daquelas que primeiramente surgiram com vossas brincadeiras em pensamento.
Nos efeitos isso pode se mostrar então da maneira como o executante intui no momento do ato. Deste modo podeis ter contribuído para a execução de ações, em cujo horror vós próprios jamais tendes pensado na realidade, e mesmo assim estais ligados a elas e uma parte do efeito retroativo tem de sobrecarregar vosso espírito, tem de pender nele como peso, quando se desligar do corpo.
Mas,ao contrário, vós também podeis contribuir mais fortemente ainda para a paz e a felicidade da humanidade, podeis, mediante pensamentos puros e alegres, co-participar de obras, que se desenvolvem através de pessoas totalmente estranhas a vós.
Disso, a bênção reflui logicamente também sobre vós e não sabeis por que ela chega até vós.
Se pudésseis ver, uma só vez que fosse, como a inflexível justiça da sacrossanta vontade de Deus sempre se cumpre nas leis naturais dessa Criação para cada pensamento individual que nutris, empenhar-vos-íeis com todas as vossas forças, para conseguir pureza em vosso pensar!
Apenas com isso vos tereis tornado aqueles seres humanos que o Criador magnanimamente deseja conduzir em Sua obra para aquele saber, que lhes concede a eternidade e os transforma em auxiliares na Criação, os quais são dignos de receber as altas graças que são destinadas ao espírito humano, a fim de, em retransmissão alegre e agradecida, proporcioná-las, transformadas, àquelas criaturas que, somente nessa transformação através dos seres humanos, são capazes de assimilá-las, e que, de maneira criminosa, ficam hoje separadas das mesmas devido à decadência do espírito humano, depois que, já em tempos de vibração melhor e mais pura da humanidade, puderam formar-se.
Com isso, porém, tereis então incandescido até a vivificação em vós na Terra somente uma sentença da minha Mensagem!
É para vós a mais difícil, que depois deixará mais fácil tudo o mais, cujo cumprimento deverá fazer surgir milagre sobre milagre, terrenamente visível, palpável diante de vós. —
Quando houverdes vencido a vós próprios a este respeito, então haverá no caminho por sua vez um perigo, que resulta da torção do pensamento humano: reconhecereis nisso um poder, que de muito bom grado desejareis comprimir em bem determinadas formas, para que sirva a este ou àquele fim especial, que se compõe de desejos egoísticos!
Disso eu já hoje quero advertir-vos, pois o perigo pode tragar-vos, nele teríeis de sucumbir, depois de já terdes tomado o caminho certo.
Acautelai-vos de querer obter à força, lutando, essa pureza dos pensamentos; pois desse modo já a comprimiríeis em determinadas direções e vosso esforço torna-se ilusão, ficaria forçado somente artificialmente e jamais poderia ter o grande efeito, que deverá ter. Vosso esforço traria dano em vez de proveito, porque nisso falta a autenticidade da livre intuição. Isso mais uma vez seria um efeito da vontade do vosso intelecto, nunca, porém, o trabalho do vosso espírito! Disso vos advirto.
Pensai na minha Palavra da Mensagem, que vos diz que toda a verdadeira grandeza só pode residir na simplicidade, visto que a verdadeira grandeza é simples! A simplicidade, a que me refiro aqui, vós certamente podereis compreender melhor se colocardes no lugar, como termo de transição, o conceito humano-terreno de singeleza. Isso talvez esteja mais perto da vossa capacidade de compreensão e encontrareis o certo.
Não com vontade mental podereis dar aos vossos pensamentos aquela pureza, a que me refiro, mas sim singela e ilimitadamente deve a vontade pura brotar em vós, oriunda de vossa intuição, não comprimida numa palavra, a qual apenas limitadamente pode deixar surgir um conceito. Isso não deve acontecer, mas sim um impulso ilimitado para o bem, que seja capaz de envolver o surgimento de vossos pensamentos, penetra-os, antes mesmo de tomarem forma, é o certo, do que vós necessitais.
Não é difícil, até mais fácil do que as outras tentativas, tão logo deixais a singeleza dominar, na qual a presunção intelectiva do próprio saber e da própria força não são capazes de surgir. Esvaziai-vos de pensamentos e deixai livre em vós o impulso para coisas nobres, boas, então tereis aquela base para o pensar, que provém da vontade de vosso espírito e, o que surgir daí, podeis entregar então com toda a calma ao trabalho do intelecto para execução na matéria grosseira mais densa. Nunca algo de errado pode se formar.
Atirai todas as aflições oriundas de pensamentos para longe de vós, confiai em vez disso em vosso espírito, que já abrirá corretamente o caminho para si, caso vós próprios não o amuralhardes. Tornai-vos livres em espírito não quer dizer outra coisa, senão deixai ao espírito em vós o seu caminho! Ele então nem poderá fazer outra coisa a não ser seguir para as alturas; pois a sua própria espécie o atrairá com segurança para cima. Até agora vós o detivestes, de modo que ele não mais pôde desabrochar, pois, com isso, havíeis paralisado seu vibrar ou suas asas.
A base para a formação duma nova humanidade, que não podeis nem deveis contornar, reside nesta uma frase: Conservai puro o foco dos vossos pensamentos!
E com isso o ser humano tem de começar! Esta é a sua primeira tarefa, que o torna naquilo, em que ele tem de se tornar. Um exemplo para todos os que se esforçam para a Luz e a Verdade, que querem servir agradecidos ao Criador, através da maneira de todo o ser. Quem cumpre isso não mais precisa de quaisquer outras instruções. Ele é, como deve ser, e desse modo receberá integralmente os auxílios que o aguardam na Criação e o conduzem para o alto sem interrupção.

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Dissertação publicada na revista Die Stimme (A Voz); Caderno 8; 1937.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Preso à Terra

  Preso à Terra

Tal expressão vem sendo muito usada. Mas quem é que compreende realmente o que com isso profere? “Preso à Terra” soa como um castigo horrendo. A maioria dos seres humanos sente um certo pavor, atemoriza-se diante daqueles que ainda se acham presos à Terra. Todavia, o sentido desse termo não é tão ruim. Certamente existe muita coisa sombria que deixa esta ou aquela pessoa tornar-se presa à Terra. Predominantemente, porém, são coisas bem simples que têm de levar ao aprisionamento à Terra.
Tomemos por exemplo um caso: os pecados dos pais vingam-se até a terceira e quarta geração!
Uma criança faz em família uma pergunta qualquer sobre o Além ou sobre Deus, o que ouviu na escola ou na igreja. O pai corta logo isso com a observação: “Ora, larga dessa tolice! Quando eu morrer, tudo estará acabado.” A criança fica surpresa e tomada de dúvidas. As manifestações desdenhosas do pai ou da mãe se repetem, a criança também ouve o mesmo por parte de outros e acaba aceitando essa opinião.
Chega, no entanto, a hora do trespasse do pai. Ele reconhece com isso, para seu horror, que não deixou de existir. Despertará nele então o desejo ardente de comunicar esse reconhecimento ao seu filho. Esse desejo liga-o à criança. O filho, porém, não o ouve e não sente a sua presença; porque vive agora na convicção de que o pai não existe mais, e isso se interpõe como uma firme e intransponível parede entre ele e os esforços do seu pai. E o tormento do pai por ter de observar que o filho segue caminho errado por sua iniciativa, o qual o leva cada vez mais longe da verdade, o medo de que o filho, nesse caminho errado, não possa escapar dos perigos de afundar ainda mais e, sobretudo, esteja muito mais facilmente exposto, atua agora simultaneamente nele, como um assim chamado castigo para ele, pelo fato de haver conduzido o filho para esse caminho. Raramente ele consegue transmitir a este o reconhecimento de alguma forma. Ele tem de ver como a idéia errada do filho se retransmite aos filhos deste, e assim por diante, tudo como conseqüência de seu próprio erro. E não se libertará, enquanto um de seus descendentes não reconhecer e seguir o caminho certo, e também exercer influência sobre os outros, com o que pouco a pouco será libertado e poderá pensar na sua própria escalada.
Um outro caso: um fumante inveterado leva consigo para o outro lado o impulso forte de fumar; pois é intuição, portanto, espiritual. Esse impulso torna-se um ardente desejo, e o pensamento para a satisfação do impulso prende-o lá, onde possa alcançar essa satisfação... na Terra. Encontra-a, seguindo no encalço de fumantes e também desfrutando com eles através da intuição destes. Se nenhum carma pesado prender esses tais a outro lugar, sentem-se mais ou menos bem, eles raramente ficam conscientes de um real castigo. Somente aquele que abrange a existência toda reconhece o castigo na inevitável reciprocidade, que faz com que o mesmo não possa subir enquanto o desejo para a satisfação, vibrando constantemente na “vivência”, mantê-lo atado a outros seres humanos que ainda vivem em carne e sangue na Terra, através de cuja intuição, unicamente, pode alcançar satisfação conjunta.
Assim também acontece com a satisfação sexual, com bebidas, sim, até com a predileção especial por comidas. Igualmente neste caso, muitos estão presos por causa dessa predileção, devendo vasculhar por adegas e cozinhas, a fim de co-participar através de outrem do saborear das comidas e pelo menos poder sentir uma pequena parte do prazer. Considerando bem, isso constitui logicamente um “castigo”. Mas o desejo premente dos “que se acham presos à Terra” não os deixa intuir isso, pelo contrário, domina tudo o mais e por isso o anseio pelas coisas mais elevadas, mais nobres, não pode tornar-se tão forte, que chegue a ser uma vivência dominante, que os liberte desse modo dos outros desejos e eleve-os. O que realmente perdem com isso, eles nem o percebem, até que esse desejo de satisfação, que aliás apenas pode constituir uma pequena parte da satisfação através de outrem, acaba afrouxando e enfraquecendo como um lento desacostumar-se, dando margem, assim, a que outras intuições neles latentes, e com menor força de desejo, gradativamente avancem até o mesmo lugar e depois até o primeiro lugar, com o que chegam, de imediato, ao vivenciar e com isso à força da realidade. A espécie das intuições avivadas o conduz então para lá onde se acha a igual espécie, quer de nível mais alto ou mais baixo, até que também esta, como a anterior, pouco a pouco seja resgatada pelo desacostumar-se e venha a se evidenciar outra, que ainda existe. Assim, com o tempo, realiza-se a purificação das numerosas escórias que ele levou para o Além. Acaso não permanecerá lá detido em algum lugar por uma última intuição? Ou empobrecido de força intuitiva? Não! Porque quando finalmente as intuições inferiores, pouco a pouco, morrerem ou forem abandonadas, seguindo em rumo ascendente, desperta a saudade contínua por coisas cada vez mais elevadas e puras, e esta impele permanentemente para cima. Assim é o andamento normal! Há, porém, milhares de incidentes. O perigo de queda ou de detenção é muito maior do que em carne e sangue na Terra. Se já te encontras em plano mais elevado e cedes ante alguma intuição inferior por um momento que seja, tal intuição tornar-se-á imediatamente um vivenciar e, com isso, realidade. Tornas-te mais denso e serás mais pesado, cairás para regiões de igual espécie. Teu horizonte se restringe com isso e terás de te esforçar nova e lentamente para cima, se não te acontecer que caias mais baixo, sempre mais baixo. “Velai e orai!”, portanto, não é uma expressão vazia. Agora a matéria fina existente em ti ainda se acha protegida por teu corpo, sustentada como que por uma firme âncora. Quando sobrevier o desenlace, na assim chamada morte e decomposição do corpo, estarás então sem essa proteção e, por ser de matéria fina, serás irresistivelmente atraído pela igual espécie, seja elevada ou baixa, não poderás fugir. Somente uma grande força propulsora poderá ajudar-te a subir, tua firme vontade para as coisas elevadas, boas, que se torna saudade e intuição e, com isso, também vivenciar e realidade, segundo a lei do mundo de matéria fina, que só conhece intuição. Por isso, trata de preparar-te, para desde já iniciares com essa vontade, para que na ocasião da transição, que pode atingir-te a qualquer hora, essa vontade não possa ser subjugada por desejos terrenais demasiado fortes! Acautela-te, criatura humana, e vigia!
Mensagem do Graal de Abdrushin
Livro: Na Luz da Verdade v. I

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A meditação é capaz de moldar o cérebro.

 

A meditação é capaz de moldar o cérebro

Estudo mostra que até mesmo um iniciante em meditação pode mudar sua estrutura cerebral em poucas semanas e regular suas emoções
Que a meditação faz bem para a saúde, a concentração, a memória e o estado emocional, pouca gente duvida: diversos estudos ao redor do mundo comprovaram isso. Até recentemente, porém, as pesquisas no setor deixavam algumas dúvidas incômodas. Feitos com voluntários experientes, alguns com milhares de horas de prática, os testes não deixavam claro quando os benefícios começam a aparecer, nem mesmo se os meditadores têm uma predisposição física e mental capaz de favorecer tais mudanças. Um novo estudo norteamericano responde a essas perguntas e sugere que qualquer pessoa pode, num prazo relativamente curto, conquistar os efeitos positivos da meditação.
Publicado em janeiro na revista Psychiatry Research: Neuroimaging, o trabalho analisou 16 pessoas, com idade entre 25 e 55 anos, que participavam do Mindfulness-Based Stress Reduction (MBSR), o programa de treinamento desenvolvido há mais de 30 anos por Jon Kabat-Zinn, professor de medicina e diretor fundador da Clínica de Redução do Estresse e do Centro de Atenção Plena em Medicina da Universidade de Massachusetts. Em oito encontros semanais, os participantes do programa aprendem exercícios de meditação destinados a desenvolver as habilidades da atenção plena – a consciência ampla e tolerante dos pensamentos, dos sentimentos, das sensações corporais e do ambiente ao redor. Cabe a eles praticar esses exercícios no intervalo entre os encontros. Ao longo dos anos, o programa tem formado pessoas que alegam sentir menos estresse e mais emoções positivas. Quem tem dores crônicas afirma que elas são amenizadas após o curso.
A equipe do estudo examinou o cérebro de cada participante do MBSR duas semanas antes e logo depois do programa de oito semanas, comparandoo com os dos integrantes de um grupo de controle que não havia recebido o treinamento. Os que foram treinados – nenhum dos quais tinha experiência prévia na área – contaram que haviam dedicado pouco menos de meia hora por dia a essa meditação doméstica.
Nos exames realizados no fim do programa, o cérebro dos não treinados não apresentou alterações. Já no dos praticantes, a massa cinzenta mostrou-se bem mais espessa do que era antes, em várias regiões. Uma delas é o hipocampo, cujas atividades têm relação com a aprendizagem, a memória e a regulação das emoções. Estudos anteriores já haviam mostrado que muitas pacientes de depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) apresentam pouca massa cinzenta no hipocampo. Outras diferenças substanciais foram notadas no cerebelo (região relacionada à regulação das emoções), na junção têmporo-parietal e no córtex cingulado posterior do cérebro dos meditadores (áreas ligadas à empatia e à assunção da perspectiva de outra pessoa).
Para a principal autora da pesquisa, Britta Hölzel – pesquisadora do Massachusetts General Hospital e da Universidade de Geissen, na Alemanha -, essas alterações podem indicar que a meditação aprimora a capacidade de regular as emoções, controlar os níveis de estresse e sentir empatia por outras pessoas. “Acho que o que é realmente positivo e promissor sobre esse estudo é que ele sugere que nosso bem-estar está em nossas mãos”, afirma ela. Britta também comentou a evidência, reforçada por seu trabalho, da “plasticidade” do cérebro, pela qual ele pode mudar de forma com o tempo: “O que eu considero fascinante é que apenas prestar atenção de um modo diferente e estar mais consciente podem ter um impacto capaz de mudar a estrutura da nossa mente.”
É sempre bom salientar que a meditação não é o único recurso capaz de alterar o cérebro. Uma semana antes da divulgação do estudo de Britta, uma pesquisa publicada na revista The Proceedings of National Academy of Sciences mostrou que o hipocampo de pessoas com 60 anos aumentou em volume depois de andarem três vezes por semana, durante um ano, em uma pista comum. Em pessoas que, no mesmo período, fizeram menos exercícios aeróbicos, o volume do hipocampo chegou a diminuir.
Equipe Planeta

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A cremação dos mortos!


A CREMAÇÃO DOS MORTOS.

Texto extraído do livro: O Livro do Juízo Final de Roselis von Sass.

Hoje, há um grande número de pessoas na Terra, principalmente nas super-povoadas metrópoles, que recomendam a cremação dos mortos. Outras por sua vez, têm receio de tal espécie de funeral, por motivos que elas mesmas desconhecem. O receio disso é mais do que justificado.
Nas cremações realizadas geralmente vinte e quatro horas depois da morte terrena, talvez também um pouco mais cedo ou mais tarde, as almas sentem ardentes dores em seus corpos de matéria fina, pois os delicados fios de ligação ainda existentes entre o corpo e a alma constituem bons condutores.
Nos sepultamentos ou outros tipos de funerais, onde os corpos permanecem intactos, almas que esperam ao lado dos corpos, nada sentem além de algumas dores nas juntas. Pois quando o processo de decomposição, propriamente dito se inicia os fios de ligação já estão tão quebradiços que além dessas dores nas juntas, quase nada sentem.
De modo diferente ocorre, naturalmente, com aquelas criaturas que se ataram tão fortemente à matéria, que têm de sofrer todo o processo de decomposição. Então os fios de ligação se acham tão firmes, que, até a total desintegração dos corpos terrenos, ainda constituem bons condutores.
Os seres humanos que estavam ligados à Luz, nos tempos de outrora, sabiam que as almas, durante vinte e quatro horas depois da morte de seus corpos terrenos, ainda sentiam tudo o que lhes atingia. Por esse motivo foi introduzido o “VELÓRIO”.
Os que velavam geralmente sacerdotes deviam proteger os corpos mortos de todo e quaisquer perturbações, para que não fosse causado nenhum sofrimento às “almas”.
A fim de que não surja nenhum mal-entendido, mencionaremos mais uma vez que apenas espíritos “ligados à Luz” separam-se completamente de seus corpos terrenos nas vinte e quatro horas após sua morte. Para todos os outros, conforme já foi dito anteriormente, o tempo de desligamento tornou-se muito mais longo.
Enquanto as almas humanas estão ligadas aos seus corpos terrenos por meio de delicados fios, ainda podem, embora parcialmente, reconhecer o que se passa ao seu redor na matéria grosseira, contudo, jamais poderão emitir mensagens aos sobreviventes ou manifestar-se de qualquer outra forma.
A morte terrena é o nascimento da alma no mundo de matéria fina. A alma recém-nascida, durante os primeiros tempos depois da morte terrena, é identicamente desajeitada, como uma criança recém-nascida na Terra.
Manifestações junto ao leito de morte de um falecido, nunca provêm do próprio falecido.
Geralmente, aí se trata de almas presas à Terra que se utilizam dos fios de transmissão, ainda existentes do falecido, para então manifestar-se. E poderão aproximar-se somente quando existe alguma ligação com o falecido.
“A falta de interesse da humanidade em conhecer seriamente, observar e cumprir as leis de Deus leva a grande maioria das criaturas humanas, a ir de encontro a sofrimentos desnecessários”!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A lição do cavalo






A Lição Do Cavalo



Conta-se que um fazendeiro, dono de excelentes cavalos de muita valia, nos trabalhos de sua propriedade rural, recebeu um dia a notícia de que o preferido dele, um alazão forte e muito bonito, havia caído num poço abandonado.
cavaloO capataz que lhe trouxe a má notícia estava desolado porque o poço era muito fundo e pouco largo e não havia como tirar o animal de lá, apesar de todos os esforços dos peões da fazenda. O fazendeiro foi até o local, tomou tento da situação e concordou com seu capataz: não havia mais o que fazer, embora o animal não estivesse machucado! Não achou que valia a pena resgatá-lo, ia ser demorado e custaria muito dinheiro.
– Já que está no buraco – disse ao capataz:
– você acabe de enterrá-lo, jogando terra em cima dele. Virou as costas, preocupado com seus negócios, e os peões de imediato começaram a cumprir a sua ordem. Cinco homens, sob o comando do capataz, atiravam terra dentro do buraco, em cima do cavalo.
A cada pazada, o alazão se sacudia todo e a terra ia-se depositando no fundo do poço seco. Os homens ficaram admirados com a esperteza do animal: a terra ia enchendo o poço e o cavalo subindo em cima dela! Não demorou muito e o animal já estava com a cabeça aparecendo na saída do poço; mais algumas pazadas de terra e ele saltou fora, sacudindo-se e relinchando, feliz!
MORAL DA HISTÓRIA: Não aceite a terra que jogam sobre você os que querem enterrá-lo em vida; reaja com confiança, mexa-se, procure o seu espaço, suba
sobre essa terra e aproveite para subir cada vez mais, agradecendo os que, pensando feri-lo, estão lhe dando a oportunidade de crescer material e espiritualmente.
Quando pensarem que você “já era” , a sua vitória será ainda mais espetacular . Arrisque! Viver É arriscar. O homem que vai mais longe é o que, em geral, está disposto a fazer e a arriscar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O ser humano na Criação

 

O ser humano na Criação


O ser humano não deve, na realidade, viver segundo os conceitos de até agora, mas ser mais criatura humana intuitiva. Com isso constituiria um elo indispensável ao desenvolvimento contínuo de toda a Criação.
Como reúne em si a matéria fina do Além e a matéria grosseira do Aquém, é possível a ele inteirar-se de ambas e vivenciá-las ao mesmo tempo. Além disso, ainda se encontra à sua disposição uma ferramenta que o coloca no ápice de toda a Criação de matéria grosseira: o intelecto. Com essa ferramenta ele consegue dirigir, isto é, conduzir.
O intelecto é o que há de mais elevado terrenalmente e deve ser o leme durante a vida na Terra, ao passo que a força propulsora é a intuição, que se origina no mundo espiritual. O solo do intelecto é, portanto, o corpo, o solo da intuição, porém, é o espírito.
O intelecto está preso a espaço e tempo, como tudo quanto é terrenal, por conseguinte, somente um produto do cérebro, que pertence ao corpo de matéria grosseira. O intelecto jamais poderá atuar sem espaço e tempo, apesar de ser em si de matéria mais fina do que o corpo, mas ainda demasiadamente espesso e pesado para se elevar acima de espaço e tempo. Está, portanto, inteiramente preso à Terra.
A intuição, porém, (não o sentimento) é sem espaço e tempo, provém, portanto, do espiritual.
Assim aparelhado, podia o ser humano estar intimamente ligado com a parte mais etérea da matéria fina e até ter contato com o próprio puro espiritual, mesmo vivendo e atuando no meio de tudo quanto é terrenal, de matéria grosseira. Somente o ser humano é dotado dessa maneira.
Somente ele devia e podia fornecer a ligação sadia e vigorosa, como a única ponte entre as alturas fino-materiais e luminosas e o que é terreno, de matéria grosseira! Somente através dele, devido à sua característica específica, podia a vida pura pulsar da fonte da Luz, descendo até a matéria grosseira mais profunda e dela novamente para cima, na mais harmoniosa e magnífica reciprocidade!Encontra-se entre ambos os mundos, unindo-os, de modo que através dele estes se fundem num só mundo.
Todavia, ele não cumpriu essa missão. Separou esses dois mundos, ao invés de conservá-los firmemente unidos. E isso foi então o pecado original! —
O ser humano, devido à característica específica agora mesmo esclarecida, foi colocado realmente como uma espécie de senhor do mundo de matéria grosseira, porque o mundo de matéria grosseira depende de sua mediação, a tal ponto que esse mesmo mundo, de acordo com a espécie do ser humano, foi forçado a sofrer conjuntamente, ou pôde ser elevado através dele, conforme as correntes da fonte da Luz e da vida tenham ou não podido fluir puras através da humanidade.
Mas o ser humano obstruiu o fluxo dessa corrente alternada, necessário para o mundo de matéria fina e o mundo de matéria grosseira. Assim como uma circulação sangüínea boa mantém o corpo vigoroso e sadio, o mesmo acontece com a corrente alternada na Criação. Uma obstrução tem de acarretar confusão e doença, que por fim terminam em catástrofes.
Esse falhar funesto do ser humano pôde dar-se por ele ter utilizado o intelecto, que se origina somente da matéria grosseira, não apenas como instrumento, mas por sujeitar-se totalmente a ele, colocando-o como soberano de todas as coisas. Tornou-se com isso escravo da sua ferramenta, tornando-se apenas ser humano de intelecto, que costuma orgulhosamente denominar-se materialista!
Ao sujeitar-se totalmente ao intelecto, o ser humano acorrentou-se a tudo quanto é de matéria grosseira. Como o intelecto nada pode compreender daquilo que se encontra além de espaço e tempo, é lógico que também não o poderá quem se sujeitou a ele totalmente. Seu horizonte, isto é, sua capacidade de compreensão, restringiu-se juntamente com a capacidade limitada do intelecto. A ligação com o mundo de matéria fina ficou assim desfeita, levantou-se um muro que se tornou mais e mais espesso. Como a fonte da vida, a Luz primordial, Deus, paira muito acima de espaço e tempo e até mesmo muito acima da matéria fina, é natural que, devido ao atamento do intelecto, fosse cortado qualquer contato. Por esse motivo é inteiramente impossível ao materialista reconhecer Deus.
O provar da árvore do conhecimento outra coisa não foi senão o cultivar do intelecto. A separação da matéria fina, que a isso se liga, foi também o fechamento do Paraíso, como conseqüência natural. Os seres humanos excluíram-se por si mesmos, ao pender totalmente para a matéria grosseira através do intelecto, portanto, rebaixando-se, e forjaram voluntariamente ou por escolha própria sua servidão.
E onde foi dar isso? Os pensamentos do intelecto, exclusivamente materialistas, isto é, baixos e presos à Terra, com todos os seus fenômenos colaterais de cobiça, ganância, mentira, roubo e opressão etc., tinham de ocasionar o efeito recíproco inexorável da igual espécie, que mostrou-se primeiro no espiritual, e, então, passou deste também para o grosso-material, formou tudo correspondentemente, impeliu os seres humanos e por fim se desencadeará sobre tudo com... destruição!
Compreendeis agora que os acontecimentos dos últimos anos tinham que acontecer? Que assim ainda deverá continuar até a destruição? Um julgamento mundial, que, de acordo com as leis cármicas *(Conforme o destino) existentes, não pode ser evitado. Como numa tempestade que se concentra e tem de produzir por fim descarga e destruição. Mas ao mesmo tempo também purificação!
O ser humano não serviu, como era necessário, de elo entre as partes de matéria fina e de matéria grosseira da Criação, não deixou que a indispensável corrente alternada sempre refrescante, vivificante e estimuladora as atravessasse, pelo contrário, separou a Criação em dois mundos, já que se negou a servir de elo e algemou-se inteiramente à matéria grosseira, com isso, ambas as partes do Universo tiveram de adoecer pouco a pouco. A parte que foi obrigada a se ver totalmente privada da corrente de Luz, ou que a recebia demasiadamente fraca, através das poucas pessoas que ainda mantinham ligação, foi naturalmente a que adoeceu mais gravemente. Trata-se da parte de matéria grosseira que, devido a isso, encaminha-se para uma terrível crise e em breve será sacudida por tremendos acessos febris, até que tudo quanto haja aí de doente seja consumido e possa finalmente sarar sob novo e forte influxo proveniente da fonte primordial.
Mas quem, com isso, será consumido?
A resposta se encontra nos próprios acontecimentos naturais: cada pensamento intuído adquire logo, por intermédio da viva força criadora nele contida, uma forma de matéria fina correspondente ao conteúdo do pensamento e permanece sempre ligado como por um cordão ao seu gerador, sendo, porém, atraído e puxado para fora pela força de atração da igual espécie em tudo quanto é de matéria fina, e impulsionado através do Universo juntamente com as correntes que pulsam constantemente, que, como tudo na Criação, movimentam-se de forma oval. Assim chega o tempo em que os pensamentos, que se tornaram vivos e reais na matéria fina, juntamente com os de sua igual espécie atraídos no percurso, retornam para a sua origem e ponto de partida, visto que, apesar de sua migração, permanecem ligados a este, para então aí se desencadearem, redimindo-se.
A destruição atingirá, portanto, em primeiro lugar, por ocasião da derradeira concentração dos efeitos agora esperados, aqueles que com seus pensamentos e intuições foram os geradores e nutridores constantes, portanto, os materialistas. É inevitável que a devastadora força de retorno abranja círculos ainda maiores, alcançando de leve também espécies apenas aproximadamente iguais dessas pessoas.
Depois, porém, os seres humanos cumprirão aquilo que é seu dever na Criação. Virão a ser o elo, pela sua capacidade de haurir do espiritual, isto é, deixar-se-ão guiar pela intuição purificada, transmitindo-a para a matéria grosseira, para o que é terreno, servindo-se então do intelecto e das experiências adquiridas apenas como ferramentas, de modo a, contando com todas as coisas terrenas, aplicar tais intuições puras na vida grosso-material, com o que toda a Criação de matéria grosseira será constantemente beneficiada, purificada e elevada. Através disso, nos efeitos recíprocos, pode também algo mais sadio refluir da matéria grosseira para a matéria fina, surgindo então um mundo novo, uniforme e harmônico. Os seres humanos, porém, tornar-se-ão, no cumprimento acertado de sua atuação, os tão desejados seres completos e nobres; pois também eles, pela sintonização adequada na grande obra da Criação, receberão forças bem diferentes do que até agora, que os deixarão intuir permanentemente contentamento e felicidade.


Quem não se esforça para compreender direito a Palavra do Senhor, torna-se culpado!